* Hmmm, sinceramente não sei o que pensar... A brincadeira por trás das ligeiras alterações do logo de acordo com o tipo de cola ( Light, Max, etc.) tem alguma piada, mas, prefiro o antigo. A fonte é bastante adequada (afinal de contas estamos a falar de "SODA" AMERICANA, e o "e" tem que se lhe diga).
As latas estão bastante boas. Super limpas e simples principalmente quando as comparamos com as que apareceram ultimamente cheias de desenhos, ícones, cores e padrões. Penso que para isto, a fonte ajuda bastante, é simpática.
Quanto às garrafas de plástico... NAO! Parecem... hmmm.. nem vou dizer, mas é terrível.
Infelizmente para a PEPSI, o seu re-desing está na categoria dos piores de 2008. Mas ehhh, continuo a preferir o sabor da PEPSI á COCA-COLA.
* Por discordar de muitas das críticas quadradas feitas ao trabalho de Gareth Pugh onde se afirma a necessidade de uma "reviravolta comercial", gostaria de pôr a seguinte questão: Será que já não há Zaras e Pull&Bears suficientes por este mundo?
Deixem os criativos fazer o que fazem melhor. Criar.
Deixem-nos explorar ideias, formas, composições e materiais. Afinal de conta nem todos sonham com uma companhia de pronto a vestir.
Deixem a ganga com a Levi's e os bikinis e fatos de banhos com ananázes prá Stella Mccartney, mas deixem este senhor fazer o que quer, porque ele é genial.
E se duvidam do sucesso comercial das suas roupas, esperem só pelo século XXII, onde qualquer garina com um tele-transportador que se preze as vai usar.

* Ora aqui está a capa do novo álbum dos Snow Patrol - A Hundred Million Suns.
Decidi fazer-lhes referência por vários motivos. Um deles é por serem considerados uma banda Indie demasiado POP pra ser Indie, o que pra mim já é perfeito. E a música até nem é má.
Contudo, o pricipal motivo foi a fonte usada para capa do álbum que nos faz ver, que não é preciso recorrer sempre à good old fashion helvetica prás coisas ficarem do bem. Uma fonte hand scripted que não seja "estúpida", ou seja, que os a's não sejam todos iguais will do the job quite well. Afinal os profs tinham razão... DAMN IT!
* Depois de ouvir David Lynch falar sobre meditação transcendental e a experimentação de fluxo que dela advém, consegui relacionar toda esta ideologia a um livro que li à algum tempo chamado “The Master Key System”. Neste livro escrito em 1912 por Charles F. Haanel, o leitor é ensinado a utilizar a meditação como forma de activar a consciência e compreender o pensamento como algo construtivo. Hannel define o pensamento como a forma perfeita “of tapping the great cosmic intelligence”, e retirar dela o que se deseja: ambições, aspirações, inspiração, criatividade, etc.
Entendendo a meditação como meio de atingir um estado de fluxo mental/ espiritual onde somente a criatividade superior subsiste, esta poderá ser um instrumento aliado do design na solução de problemas. Da criatividade perfeita apenas poderá nascer a forma perfeita. Da forma perfeita consegue-se a interacção perfeita, e a interacção perfeita é um veículo para também o utilizador final atingir o estado de fluxo na acção.
Meditação --> fluxo --> criação--> perfeição--> fluxo
* À procura de inspiração para o cartaz de São Gonçalinho, deparei-me com a Igreja psicótica de Santa Monica em Madrid:

Depois de a ver, encontrei exactamente o contrário do que procurava. Em vez de inspiração, sinto-me insatisfeito quando olho apenas para as 6 faces da capela aveirense.
No entanto... despertou em mim uma vontade enorme de assistir a uma novena.
. Amén!
. Design Gráfico
. Música